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Formas
equilibradas de uma artista sutil
Agora,
quando supostamente re-descobriram um Brasil antes ignorado, já podemos
revelar algumas omissões no universo sutil das vaidades culturais.
Nem só de cor-de-rosa se faz o caminho do sucesso artístico. No
caso de Vania Vilela há uma aura de luminosidade que impressiona as sensibilidades
receptivas. Artista de alma, verdadeira antena de seu tempo e lugar, não
mereceu ainda a devida atenção. No entanto, ela desenvolve trabalho
coerente, fiel a uma estética de equilíbrio e bom gosto, em harmonia
com o universo. Vania faz questão de homenagear a beleza, de reverenciar
a vida com uma arte pertinente. Por ocasião de mostras públicas
individuais, no Rio de Janeiro e São Paulo, suas obras de recorte criativo
- inspiradas na rica fauna da região do cerrado brasileiro - encantaram
os passseantes em geral. | |
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Na série que exibe agora em mostra solo, repete o mesmo ritmo constante
que me faz lembrar dois outros grandes escultores de Minas Gerais: Amilcar de
Castro e Marcos Coelho Benjamin. Vania Vilela trabalha principalmente os recortes,
a dimensão lúdica, estabelece novo código ao olhar sensível,
acrescenta à escultura moderna brasileira um lirismo sem precedentes.
Graças ao gesto afetuoso e incondicionalmente feminino, reproduz em ferro
e madeira o fabulário de sua imaginação ágil e pura,
expansão translúcida e espiritual, sutil como a gota de orvalho
em pétala de flor amarela.
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Paulo
Klein Crítico de Arte | |